Cidadania à venda?
May03

Cidadania à venda?

O governo australiano cogita vender o direito de imigrar para a Austrália – vetando vistos para os migrantes com base em suas habilidades ou conexões familiares – sob proposta radical que está sendo examinada pelo governo. A Comissão de Produtividade propôs um sistema de imigração baseado no preço que usaria altas taxas como o principal determinante para se obter o visto para a Austrália. Tal esquema poderia ajudar o défice orçamental do governo, trazendo dezenas de bilhões de dólares extra para a receita, o que permitiria o corte do número de funcionários públicos que administram o atual sistema de imigração da Austrália. Mas as propostas têm alarmado grupos empresariais e sindicatos, que dizem o combate a escassez de mão de obra qualificada deve continuar sendo o foco da política de imigração da Austrália. Grupos comunitários dizem que se opõem a quaisquer movimentos que impeçam os imigrantes mais pobres de reunir-se com suas famílias. A Comissão de Produtividade propôs a introdução de uma loteria de imigração e a criação de um sistema de pagamento HECS (uma espécie de financiamento) para os imigrantes pagarem a taxa do visto após conseguirem um emprego no país. O programa de migração australiano emite vistos de residência permanente para três tipos de migrantes: aqueles com habilidades específicas (mão de obra qualificada); aqueles com família na Austrália; e outros que atendam a critérios de elegibilidade especiais. O governo estabeleceu o inquérito da proposta da Comissão de Produtividade, que emitirá o seu relatório final em Março de 2016. No documento a Comissão de Produtividade pretende introduzir uma “taxa de imigração” com um preço fixo ditado pela demanda; ou definir um limite de entrada. A Comissão também considera criar um esquema de loteria de vistos, semelhante ao dos Estados Unidos. A Comissão salienta que a introdução de um sistema baseado em altas taxas poderia levar a alguma perda de controle do governo sobre a quantidade de imigrantes  e isso também poderia mudar a composição dos que aplicam para migrar para a Austrália. O Senador Leyonhjelm disse que um sistema de imigração com base no preço já havia sido apoiado pelo economista, ganhador do prêmio Nobel, Gary Becker. O Senador Leyonhjelm definiu $ 50,000 como um possível montante para o visto de entrada para a Austrália. “Isto faria uma contribuição financeira substancial para o orçamento da Austrália, o que possibilitaria impostos mais baixos para a população”, disse ele. Empresas que necessitam de mão de obra qualificada poderiam pagar a taxa ou os governos poderiam excluir a taxa para as profissões em demanda, disse ele. O ministro da Imigração Peter Dutton disse que “o governo está empenhado em ver a...

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Primeiro Ministro Australiano antecipa eleições
Aug05

Primeiro Ministro Australiano antecipa eleições

O primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, antecipou as eleições gerais no país para 7 de setembro e comentou neste domingo (4), ao fazer o anúncio, que o debate deve girar em torno de quem é mais confiável para administrar a economia do país em um momento de transição depois de uma década na qual a indústria de mineração australiana beneficiou-se amplamente de demanda industrial chinesa, hoje em desaceleração. O ano de 2013 foi marcado pelo vencimento do contrato da Rio Tinto, maior mineradora Australiana, com o governo chinês. Especulação sobre a renovação ou cancelamento do contrato tem gerado certa insegurança no mercado Australiano que teme que, com o fim do contrato, a Austrália afunde numa enorme crise econômica. Na abertura do período de um mês de campanha, Rudd defendeu que a economia australiana não pode mais depender tanto da demanda chinesa por minério de ferro e carvão, tida como o principal motivo para que a Austrália tenha atravessado os últimos anos de crise financeira internacional como um dos poucos países ricos a não entrarem em recessão. “Em quem o povo australiano mais confia para conduzi-lo pelo período de novos desafios econômicos que vêm pela frente?”, perguntou Rudd numa entrevista coletiva concedida no Parlamento. Rudd admitiu que seu Partido Trabalhista (centro-esquerda) inicia a campanha em desvantagem e comentou ter ouvido de seus conselheiros que, se as eleições fossem realizadas neste fim de semana, o governo passaria para as mãos dos conservadores. A gestão do Partido Trabalhista foi marcada por alguns casos isolados de corrupção, mas nada que chegue aos pés do que acontece no Brasil. No entanto, apesar de os conservadores estarem na frente das intenções de voto para compor a maioria no Parlamento, os australianos preferem ter o trabalhista Rudd no cargo de primeiro-ministro, em detrimento do líder conservador Tony Abbott. Depois de a antecipação do pleito ter sido confirmada, Abbott iniciou sua campanha com a promessa de “recolocar o orçamento sob controle”. A oposição acusa o governo trabalhista de ter gastado dinheiro demais em medidas de estímulo à economia. E grande parte da população é contra o asílo político dos refugiados que chegam à costa do país em embarcações precárias, conduzidos, na maioria das vezes, por coiotes. WikiLeaks lança novo partido político Mas a maior novidade dessas eleições será sem dúvida Julian Assange. Julian Assange, anunciou nesta quinta-feira, 25/7, o lançamento de um partido político com o nome da sua organização na Austrália, sua terra natal, além da própria candidatura ao Senado na Austrália para as eleições deste ano. Ele garante que sua experiência com a organização WikiLeaks o preparou para essa tarefa. Em entrevista ao The New York...

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